talvez de grão em grão
em noite de lua cheia
de olhos postos no céu
espreitando a tempestade
para não deixar voar
e não perder teu coração
Será por tempo infinito
assim como o espaço celeste
e um amor que nunca esquece
e que sempre se defende
deslizará entre meus dedos
como se fossem minha rede
Olhando o azul do mar
e a espuma das ondas
tão brancas no seu rebentar
vou esperando tua resposta
talvez do bico de uma gaivota
sentada olhando o mar
Leio seus passos na areia
queria que teu nome escrevessem
o que será impossível
são apenas minhas amigas
oferecendo suas cantigas
como se me conhecessem
quando a noite caír
vou procurar-te no invisível
quando elas forem dormir...
22AGO2013 Otília Matos

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