estou a sentir algo invisível
quero olhar algo que está longe
quero amar algo que me proíbe
quero beijar algo que me foge
sou a que chora sem saber porquê
solta-se dos dedos como se não existisse
escorrega-me no peito como rejeição
solta-se dos braços como se ñ quizesse
caindo em meu colo como se magoasse
vivo na sombra, como uma visão
o que não nos mata nos fortalece
o que não nos mata nos fortalece
partilhando minha dôr
penso no impensável
nem tudo que se partilha é bom
nem tudo que se parte é quebrável
estou a amar-te como o frio
assm é o amor mortal e negável
dedicado á minha cassulinha linda..."
"Tilinha"
