Vivo procurando!
onde andas, onde estás?
que não encontro!!...
será sonho?
será fruto do pensamento?
será na lágrima?
será no sentimento
será no sorriso?
será na pele?
podes crer que não encontro!
e me queima cá dentro
e é amargo como fel...
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Horizontes
A noite empalidece
neste cais vazio
ao longe desaparece
a chaminé de um navio
meus sonhos embarcados
meus medos perdidos
minhas ilusões afogadas
esperança e saudade
suspiros em mim contidos...
luar que desmaia
o vento passa a sorrir
o amanhecer
apaga as estrelas
apaga as estrelas
o sol brilha trazendo o calor
abrem-se as pétalas
perfumadas de uma flõr....
perfumadas de uma flõr....
Sopro
O sopro do pensamento,
tem o frio da chuva
que lava a pedra do chão
rápido como o vento
quente como a brisa de verão...
sente-se com o pensamento---
sofre-se no coração
É o fogo que queima
a água que apaga
o vento que o leva..
livre como o rumo
é o seu fumo...
É o sopro do pensamento
a ansiedade da disilusão
o calor que queima no peito
transporta o sofrimento
que queima o coração
18Nov2011 por: Otília
tem o frio da chuva
que lava a pedra do chão
rápido como o vento
quente como a brisa de verão...
sente-se com o pensamento---
sofre-se no coração
É o fogo que queima
a água que apaga
o vento que o leva..
livre como o rumo
é o seu fumo...
É o sopro do pensamento
a ansiedade da disilusão
o calor que queima no peito
transporta o sofrimento
que queima o coração
18Nov2011 por: Otília
Sentimentos
Fiquei na paragem das promessas
que enganaram a juventude e
seus encantos
seus encantos
nesta lágrima sentida...
que escorre pelo rosto,
e lava as rugas da vida..
e lava as rugas da vida..
mas não é nuvem, não é vento..
não é sol, não é luar..
não é sol, não é luar..
nesta paragem onde nada para..
são as marcas do tempo
os sentimentos a flutuar
e o tempo a passar...
"Tilinha"
Noite gelada
oiço a chuva lá fora
e o vento a soprar...
sinto arrepios
no meu ouvir..
são minhas lágrimas que gelam
do meu sentir...
É madrugada dentro
nada me consegue embalar
nem o bater da chuva
nem o vento a soprar...
sente-se o silêncio
não é solidão
não é morte
é madrugada dentro...
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Delírio
Meu dia não tem luz
a noite ñ tem luar
minha dor ñ tem mágoa
nesta onda sem água
eu me sinto a flutuar...
Minha noite ñ tem sonhos
sinto-me na escuridão
estas lágrimas secretas
humedecem os meus olhos
e me levam á desilusão...
O Sol desapareceu..
A Lua encheu e sorriu..
E as estrelas apagaram...
O orvalho caíu..
Nasceu uma melodia..
A coruja, e a cigarra cantaram...
revelando alegria..
por «Otília»
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Melancolia
A nossa memória é a carteira da velhice..
onde se transporta a melancolia e suportamos a nossa sina,
A melancolia é o prazer de ser triste é uma tristeza, um desejo que não tem dôr..
que se parece á tristeza, na mesma medida que a neblina se parece á chuva..
só prossegue corajosamente aquele que sabe ser desgraçado;
é melhor o pouco na memória ; que o muito no esquecimento
suportar a nossa sina é vencê-la..
Sem ser tímida nem medrosa, tenho ego que me leva ao desconhecimento...
talvez o chame de sofrimento infernal, tirando férias de mim mesma..
simplesmente meus olhos sempre foram os espiões do meu coração..
e sempre o investigaram até de mais..
e na verdade o amor é um tipo de crime..que exige um cumplice,
e prefiro ser lucida que ser cega..o essêncial é invisivel aos olhos..
não esqueço por ocasiões para mostrar minha ternura..
não estou morta nem me faltam asas para elevar meu sorriso..
porque não é inferno não é gelo nem dôr, não é inocência de amor..
mas sinto uma fome de afeição que não foi satisfeita..
E um sórdido embuste pelo qual a natureza nos leva a continuar a espécie..
Procurei apenas alguma derrota com algum perigo ,que não foi amor não foi paixão..
Foi capricho que dura mtº mais..Não ganhei este jogo;
Em nós há tesouros escondidos que só o amor descobre..
Neste caso o meu continua por descobrir..
Se o amor é o semtimento dos seres imperfeitos, para levá-los á perfeição!...
vou continuar com sentimentos á procura de ser, um ser, porque já nasci perfeita!..
<
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Sonhos Naufragados
Embarquei no vapor dos meus sonhos..
iluminada pela chama do meu olhar
onde ninguem me ouve..
nesta viajem sem rumo
Com meu barco a naufragar...
Sou um dos seres
que em ti se afogam
me liberto em tuas águas
respiro a tua brisa..
mergulho nas tuas ondas
onde solto minhas mágoas...
Sou um dos seres
que em ti se afogam
me liberto em tuas águas
respiro a tua brisa..
mergulho nas tuas ondas
onde solto minhas mágoas...
Sou uma das tuas pedras,
sou uma das tuas rochas
ou talvez um bago de areia..
rolando na espuma das ondas
onde irei continuar
procurando minhas respostas...
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Mente Sã
Parece que este fumo nos mentiu:
Levou-nos pela mão, depois fugiu.
Parece que o veneno envenenou.
E nem mais a minha força voltou..
Parece que o veneno nos mentiu;
Perdeu-nos no caminho e fugiu..
Está frio demais para apostar em mim,
Está frio demais para ficar...
Nem tudo que se parte volta a colar!...
Horizonte sem Meta
Neste horizonte sem metas...
Com objectivos sem côr
e flores sem perfume,
nesta vida sem amor
e tristeza sem azedume...
Neste desânimo sem pétalas
nesta praia sem areia
com o barco a naufragar...
e o corpo a vaguear
em ondas de maré cheia...
Com flores sem perfume
e o desânimo sem pétalas
fica o corpo a vaguear
Sem amor e sem vida
Os sentimentos enlouquecem
Nesta vida á deriva...
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